Blog do Eduardo Vieira da Costa
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Triste fim

"Olê, Zinedine Zidane, olê, Zinedine Zidane." "La mama di Zidane è una p..., la mama di Zidane è una p..."

De um lado da torcida ou do outro, o meia francês foi sempre o mais lembrado neste domingo, no estádio Olímpico de Berlim, na final da Copa do Mundo da Alemanha. A partir de agora, vai ser uma ótima recordação para os italianos. Astro maior da partida, ele acabou transformando-se em anti-herói.

Apesar de a vitória italiana nos pênaltis, por 5 a 3, após empate por 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação, ter tido pouca relação com sua expulsão --na verdade, nunca se sabe--, Zidane vai ser lembrado para sempre como um dos responsáveis pelo fracasso.

Aos 34 anos, o meia tinha na partida a chance ideal para uma aposentadoria gloriosa, oportunidade que a maior parte dos grandes craques da história não tiveram.

Marcou o gol da França, aos 7min, transformando em lance de efeito uma cobrança de pênalti. Mas uma agressão a Materazzi, autor do gol italiano, já no segundo tempo da prorrogação, converteu sua despedida dos sonhos em um adeus melancólico.

Zidane, que havia acabado de se tonar o quarto homem na história a marcar gols em duas finais de Mundiais --os outros são Pelé, Vavá e Breitner--, deu uma cabeçada proposital no peito do adversário. Com justiça, levou o cartão vermelho do juiz argentino Horacio Elizondo. E antecipou sua aposentadoria, aos 34 anos.

Apesar de ter deixado seu time com um a menos nos dez minutos finais da prorrogação, a França conseguiu segurar o empate até o fim. O estádio, lotado com 69 mil torcedores, passou a vaiar todas as ações da Itália após a expulsão, provavelmente por desconhecer o motivo da expulsão do francês. Nos pênaltis, a mesma coisa --com exceção da torcida italiana, é claro.

De nada adiantou. A Itália converteu suas cinco penalidades, e a França perdeu uma, com Trezeguet, e nem precisou bater a última.

Zidane, herói da conquista do único título mundial francês, em 1998, e maior carrasco brasileiro --o time de Parreira caiu diante da França na Copa da Alemanha, nas quartas--, terá de amargar um final de carreira triste. Ele próprio não deve ter consciência, por enquanto, da besteira que fez. Valeria a pena até rever a aposentadoria.

Escrito por Eduardo Vieira da Costa às 17h57

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Pequena fortuna

Um ingresso para assistir à final da Copa do Mundo, entre Itália e França, chegou a ser revendido por até 2.000 euros (cerca de R$ 5.600) por cambistas, neste domingo, nos arredores do estádio Olímpico de Berlim.

O preço foi revelado por um cambista que "fugiu" no meio da multidão assim que percebeu que a pergunta vinha de alguém da imprensa. O ingresso em questão era para o setor vermelho, parte nobre (central) do estádio. Bilhetes para lugares menos privilegiados estavam sendo vendidos por no mínimo 1.200 euros (cerca de R$ 3.350).

A demanda por ingressos parecia ser muito maior do que a quantidade de cambistas. Centenas de pessoas carregavam cartazes procurando entradas. Um grupo de brasileiros que tentava comprar por "no máximo 600 euros" desistiu e se dirigiu à Fan Fest, área em que as pessoas assistem ao jogo em telões.

A ação livre dos cambistas durante toda a Copa provou que o sistema de bilhetes nominais introduzido pela Fifa em tentativa de coibir negócios no mercado informal foi um fracasso. De acordo com os próprios cambistas, é impossível controlar as entradas devido ao grande número de espectadores em cada jogo.

Escrito por Eduardo Vieira da Costa às 12h11

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One nation army

Pelo menos nos arredores do estádio Olímpico de Berlim, a torcida italiana deu um baile na francesa neste domingo, antes da final da Copa do Mundo. Não que os seguidores dos "bleus" não estejam presentes em grande número, mas a farra italiana é muito maior.

Muitos torcedores usam inclusive megafones para puxar hinos e coros improvisados, a maior parte xingando os franceses e, principalmente, Zidane.

Grande parte dos coros são baseados no riff de guitarra de Seven Nation Army, do White Stripes.

Apesar das brincadeiras, os torcedores franceses levaram tudo "na boa", sem brigas - graças também ao forte policiamento.

Escrito por Eduardo Vieira da Costa às 11h47

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PERFIL

Eduardo Vieira da Costa Eduardo Vieira da Costa, 29, é editor de Esporte da Folha Online.

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