Liberté, Egalité, Jules Rimet
Não dá para dizer muita coisa da seleção brasileira a não ser que foi uma lástima. Foi uma derrota mais do que merecida. Ninguém no time jogou bem. Talvez o Dida e os zagueiros, mas não muito bem.
Foi muito triste ver no estádio o time afinar diante dos franceses. Zidane distribuiu chapéus. O Brasil reabilitou o Zidane. Fazia tempo que ele não jogava assim.
Agora vão aparecer um milhão de explicações para a derrota. Começando pelo oba-oba da preparação em Weggis e passando, necessariamente, pelas idiossincrasias do Parreira e pela apatia de alguns atletas.
E olha que a geração atual de jogadores chegou a ser comparada às das Copas de 1970 e 1982.
O pior de tudo é que o Brasil virou grande freguês da França. Já são três reveses seguidos em Copa. Antes, perdeu na final de 1998 e nas quartas-de-final de 1986 (nos pênaltis).
Nos vestiários do estádio de Frankfurt, a festa francesa foi muito animada. Os jogadores urravam e esmurravam as paredes.
A festa continuou no ônibus dos jogadores, que leva a inscrição "Liberté, Egalité, Jules Rimet".
Para o Brasil, resta esperar por 2010. Até lá, a tal geração comparada ao time do tri já deverá estar bem renovada. Assim espero.
Escrito por Eduardo Vieira da Costa às 21h58
Rivalidade

Ao contrário do que aconteceu em outros jogos da seleção, as torcidas mostraram rivalidade real neste sábado nos arredores do estádio de Frankfurt. Não chegou a haver hostilidade, mas as provocações foram muitas.
A maior parte dos franceses não perdeu a oportunidade de lembrar a final de 1998. Quando encontravam grupos de brasileiros, faziam sinal de "três" com os dedos, em referência aos 3 a 0 daquela partida.
Os brasileiros respondiam com gritos de guerras recheados de palavrões. Entre as coisas mais leves, chamavam os franceses de "fedidos".

Não deixaram passar em branco também a derrota da Argentina para a Alemanha.

E essa francesa levou até um galo, símbolo do país, para o estádio.
Bate bola

Horas antes do início do jogo, bombeiros e paramédicos aproveitaram para fazer um rachão em um campinho ao lado do estádio.
Escrito por Eduardo Vieira da Costa às 14h31
Faltou estrutura

O centro de imprensa do estádio de Frankfurt não tem a menor condição de atender à demanda de jornalistas para o jogo entre França e Brasil. Grande parte tem que trabalhar sentada no chão - e até no chão as "vagas" estão disputadas. Um caos.
Escrito por Eduardo Vieira da Costa às 14h13
Sílvio Santos vem aí

O clima no hotel da seleção brasileira, em Frankfurt, neste sábado, era de festa total nesta manhã. Como não está fechado para o time, como aconteceu em outros lugares, o local ficou apinhado de gente tanto do lado de dentro, no lobby, como fora. O auge da farra aconteceu quando apareceu por ali o apresentador e empresário Sílvio Santos, que tem acompanhado a Copa na Alemanha. Cerca de 20 fãs o cercaram e puxaram o tradicional tema de abertura de seu programa dominical (Silvio Santos vem aí, lá-lá-lá-lá-lá-lá). Animado, Silvio cantou junto. Até funcionários da Globo se divertiram. Os jogadores, no entanto, não têm contato com todo o oba-boa - ficam em um andar reservado.
Do lado de fora, torcedores faziam coro de "ô, ô, ô, o Zidane aposentou" e "au revoir, Zidane" (em ritmo de Go West).
Sobre o post abaixo, talvez o jornalista francês tenha que começar a se preocupar um pouco mais. Segundo adiantou a Folha de S.Paulo neste sábado, Juninho vai entrar no lugar de Adriano e Ronaldinho passará a jogar mais adiantado - como faz no Barcelona. Gilberto Silva também entra, no lugar de Emerson.
Escrito por Eduardo Vieira da Costa às 12h08
Breve conversa com jornalista francês
Benoit Siohan, do jornal francês Le Télégramme, que acompanhou o treino desta sexta-feira da seleção brasileira, me pergunta qual o time do Brasil que deve sair jogando neste sábado, contra seu país, pelas quartas-de-final. Respondo que deve ser o mesmo que iniciou o jogo contra Gana, com talvez a entrada de Gilberto Silva no lugar de Emerson.
- Que bom para a França - respondeu o amigo.
O time brasileiro está mesmo sem moral.
Escrito por Eduardo Vieira da Costa às 15h33
Nada a declarar

Periodicamente, os jogadores da seleção brasileira atendem à imprensa no hotel onde estão concentrados. Essas entrevistas coletivas são chamadas de "janelas". Normalmente, cinco ou seis atletas ficam à disposição dos jornalistas. Nesta manhã, no Castelo Lerbach, ocorreu uma dessas janelas. Logo que os repórteres entraram no jardim do hotel, no exato local onde os jogadores concedem as entrevistas, cinco patos "aguardavam" tranqüilamente. Nenhum deles aceitou falar - e não foi por falta de tentativas.
Escrito por Eduardo Vieira da Costa às 12h39
Escondido

A maior parte dos táxis que peguei na Alemanha têm um taxímetro normal, como esse da foto acima. Aí outro dia calhou de eu pegar um táxi que era um carro de luxo. Reparei que não havia taxímetro e perguntei ao motorista. Olha só onde é marcado o valor da corrida. Quando display não está acionado, é um retrovisor normal. Moderno, não?

Escrito por Eduardo Vieira da Costa às 17h52
Preocupante
Antes do jogo, o Parreira havia dito que não se preocupava com espetáculo, que a palavra show não se aplica ao futebol. Foi exatamente o que se viu na vitória por 3 a 0 sobre Gana. Eficiência, mas sem futebol bonito. Em 1994, também com Parreira, foram sete jogos assim. Já foram quatro agora, e duvido muito que as coisas vão mudar daqui por diante. Se o Brasil vencer a Copa, vai ser com o futebol "a la Parreira". Mas...
...mas a França acaba de se classificar e vai pegar a seleção brasileira nas quartas. Nos dois últimos encontros em Copas, o Brasil "afinou" diante dos franceses. Em 1998, sofreu a histórica derrota por 3 a 0 na final. Em 1986, caiu nos pênaltis, nas quartas-de-final. A única vitória do Brasil contra os "bleus" em Mundiais foi a de 1958, por 5 a 2.
Torcida reforçada
No centro de imprensa do estádio de Dortmund, jornalistas espanhóis que acompanharam a derrota de seu time para a França cantaram após a partida:
- Eu sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amoooor!
Escrito por Eduardo Vieira da Costa às 18h05
Magro?
Após o gol de Ronaldo, que abriu o placar contra Gana, a torcida brasileira grita no estádio de Dortmund o coro que já havia sido lançado contra o Japão, quando o atacante marcou dois gols:
- Ih, f...., o Ronaldo emagreceu!
Com mais esse, ele se isolou hoje como o maior artilheiro da história das Copas, agora com 15, deixando para trás o alemão Gerd Müller.
Escrito por Eduardo Vieira da Costa às 12h13
Torcida de aluguel

Pela primeira vez a torcida brasileira deverá ser maioria nesta terça-feira em um jogo da Copa do Mundo-2006. Na porta do estádio de Dortmund, é muito difícil ver pessoas com a camisa da seleção de Gana, enquanto os brasileiros estão espalhados por toda a parte. Contra Croácia, Austrália e Japão, o estádio ou ficou dividido ou a torcida do Brasil era menor.
As poucas pessoas que usam as cores do país africano são, em sua maioria, alemães - ou pessoas de outros países europeus. Como o casal da foto acima. Sven Drechsel e Christine Köhler decidiram torcer para os ganenses justamente porque acharam que eles estavam em minoria. Sem dispensar, é claro, a camisa da seleção alemã.
- Só tem brasileiro por aqui. Decidimos dar uma força para Gana - disse Christine.
- Mas o Brasil deve ganhar. Vai ser bom porque aí podemos ter uma final entre Alemanha e Brasil - emendou Sven.
Heiko Stimpert, abaixo à direita, andava pela rua com a camisa de Michael Ballack e uma bandeira de Gana por cima.
- Eu queria mesmo era ver hoje Brasil x Itália. Ia torcer pelos brasileiros. Mas já que é contra Gana, preferi comprar uma bandeira deles.
Os amigos Bruno Trümper, alemão, e Toku-Pollmeier Jose, ganense, vieram juntos de Colônia, onde moram, para ver o jogo.
- Será uma luta de Davi contra Golias - disse Jose, que disse esperar pelo menos 2.000 torcedores de Gana.
- Eu prefiro Davi ao Golias - brincou Bruno, que disse ainda que o amigo nem dormiu nesta noite pensando no jogo.


Pânico
Enquanto informava à reportagem que não havia ocorrido nenhuma prisão ao redor do estádio até aquele momento, a simpática policial Ute Hellmann pergunta:
- Você conhece o pessoal do programa Pânco [na TV, da RedeTV]? Disseram para a gente tomar cuidado com eles por aqui.
E aí toca o clelular da policial. O interessante é que o toque era uma sirene de polícia.
Escrito por Eduardo Vieira da Costa às 10h47
Caiu a máscara

Esse sujeito está imitando quem? Não parece muito, mas é o Maradona. O humorista Fernando Ramirez, de uma TV argentina, veio ao treino da seleção nesta segunda-feira fantasiado como o ex-craque, mas acabou barrado pelos seguranças do estádio onde o Brasil treina. Motivo: a foto da credencial não batia com sua aparência. O único jeito de entrar foi tirar a peruca e parte da maquiagem.
Escrito por Eduardo Vieira da Costa às 12h57
Portugal gaúcho
O Felipão havia prometido ficar entre os oito primeiros com Portugal. Promessa cumprida. Não dá para negar que ele é um técnico copeiro. Agora, ele já acumula 11 vitórias seguidas em Copas do Mundo - desde a estréia com o Brasil em 2002. É difícil tentar mensurar o mérito do técnico na vitória por 1 a 0 sobre a Holanda, mas o jogo teve toda a cara dele. Muito pegado, com quatro expulsões, nervosismo. Talvez o mais emocionante do Mundial. Só que agora o time perdeu seu melhor jogador, Deco, para o confronto com a Inglaterra. Vai precisar mais do que nunca do estilo Felipão. Na Eurocopa-2004 deu certo e os comandados de Scolari passaram pelo ingleses nos pênaltis, também nas quartas-de-final.
Escrito por Eduardo Vieira da Costa às 18h19
Cenas que você não vai ver na Copa
Depois de marcar dois gols contra o Japão de maneiras que fogem ao seu repertório habitual - um de cabeça e um chutando de longe -, Ronaldo revelou neste domingo que gostaria de balançar as redes de forma ainda mais rara.
- Meu sonho é fazer um gol de bicicleta.
Em seguida, o próprio jogador descartou a possibilidade.
- Mas isso é quase impossível, mesmo porque eu não tento. Ainda mais em uma Copa do Mundo.
Escrito por Eduardo Vieira da Costa às 15h23
