Blog do Eduardo Vieira da Costa
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Não, não, não

Questionado sobre se Robinho já está fora do jogo contra Gana, pelas oitavas-de-final, por causa do problema muscular que teve neste sábado, o médico José Luís Runco soltou uma das maiores seqüências de "nãos" já vistas em uma coletiva. Eu acho que são 12. Clique aqui e veja se você consegue contar.

Escrito por Eduardo Vieira da Costa às 17h02

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Churrasqueiro todos as seixta-feiras

O hotel onde a equipe da Folha está hospedada em Leverkusen resolveu promover churrascos para os hospedes todas as sexta-feiras. Inclusive distribuiu folhetos em português chamando para os eventos. O detalhe são os erros, que tornaram o convite hilário - para não dizer patético. Destaque para o "cerveja do chope". O preço é de módicos 22 euros (cerca de R$ 62).

Escrito por Eduardo Vieira da Costa às 10h11

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Vizinhos

Ao lado do portão que dá acesso ao Castelo Lerbach, onde a seleção brasileira está concentrada, existe um outro portão, de uma garagem. É uma casa comum. Como esta sexta-feira foi dia de folga do time, dezenas de jornalistas - e alguns fãs - deram plantão por ali, esperando a volta dos jogadores. Em meio aos carrões que chegavam trazendo os atletas, apareceu a certa altura um Fiesta branco, daquele modelo mais antigo, quadrado. Era o dono da tal casa. A primeira reação dos fotógrafos e repórteres foi procurar ver quem era, mas o senhor que dirigia logo meteu a mão na buzina e passou por todos, irritado e olhando feio. Segundo colegas da imprensa, já virou tradição. No ano passado, na Copa das Confederações, ele também se indispôs com jornalistas que deram plantão no local. Ele não sabe, mas 100% dos repórteres que estavam ali, se pudessem, não estariam.

Escrito por Eduardo Vieira da Costa às 18h39

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Superação

Ronaldo foi a notícia principal quase todos os dias desde que a seleção brasileira começou a preparação para a Copa, na Suíça, há mais de um mês. Nem Ronaldinho, o mais assediado pela imprensa nacional e mundial, deu tanta notícia como ele. Mas acho que nesta sexta-feira, pela primeira vez, o atacante está nas manchetes por um motivo positivo. Depois de problemas como bolhas, febres, más atuações, polêmicas sobre peso e flagras em boates, o jogador se redimiu na noite de quinta-feira. Pode até não ter sido uma atuação de gala, nem a sua melhor com a camisa da seleção, mas os dois gols na vitória por 4 a 1 sobre o Japão garantiram a Ronaldo um lugar ainda mais destacado na história do futebol. Ele passou a ser simplesmente o maior goleador de todas as Copas, ao lado Gerd Müller. Não é pouco. Nos últimos 32 anos, ninguém havia conseguido alcançar o alemão. E mais: deixou para trás ninguém menos que Pelé (12 gols), que viu o compatriota conseguir o feito ontem no estádio de Dortmund, e o francês Just Fontaine (13). Ele é mesmo o atacante da superação.

Escrito por Eduardo Vieira da Costa às 08h25

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Samurai Blue

Mesmo com a derrota, a torcida do Japão deu show no estádio. Cantaram o tempo todo, sem parar. Eles são alucinados por futebol, por sua seleção e pela seleção brasileira também. Fizeram muita farra do lado de fora do estádio, mas a seu estilo - sem barulho, gritaria, batucada. O mais legal são as fantasias e pinturas. Estava cheio de japonês de samurai, de ninja e até de gueixa.

Alguns até dividiram a camisa: metade do Brasil, metade do Japão. O legal também é que as torcidas se misturaram num clima sem muita rivalidade. Abaixo à direita, Rodrigo Basso, que foi sozinho ao estádio, com um "amigo" japonês.

Escrito por Eduardo Vieira da Costa às 19h33

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Ninguém é de ferro

A febre da Copa do Mundo afeta até monges. Na Tailândia, alguns deles têm falhado em cumprir suas obrigações religiosas pela manhã porque ficam acordados até muito tarde para assistir aos jogos, segundo o jornal britânico "Daily Mirror".

Escrito por Eduardo Vieira da Costa às 07h36

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Prévia

Os programas de TV alemães parecem ser, em geral, uma porcaria. Nesta noite estava vendo um de humor e brincadeiras sobre a Copa do Mundo. Essa aí da foto me lembrou coisa do Luciano Huck ou Gilberto Barros. Quatro caras de olhos vendados disputam uma partida de futebol, orientados por beldades que dão ordens em um microfone. A partida era uma prévia de Brasil x Japão. Pelo menos deu Brasil, e de lavada - 4 a 0.

Detalhe: colocaram uma almofada na barriga do jogador de linha do Brasil para simular que estava barrigudo.

Escrito por Eduardo Vieira da Costa às 07h15

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Será?

A Espanha será campeã da Copa do Mundo da Alemanha-2006, de acordo com Nostradamus (1503-1566). Segundo o jornal espanhol "20 Minutos", uma interpretação de um dos supostos textos do profeta está rodando pela internet e coloca os comandados de Luis Aragonés como vencedores do Mundial.

Segue a integra do texto: "Quando o sexto mês de 2006 acabar, o rei da Espanha cruzará os Pirineus com seu exército. As legiões de Belzebu aguardarão a batalha em planícies do centro da Europa. A destruição e a derrota cairão sobre os malvados. O Santo Graal voltará, com o rei triunfante, à Espanha."

Escrito por Eduardo Vieira da Costa às 10h41

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Piadinha que está rolando

O Zico, querendo classificar o Japão, chama o Parreira para conversar antes do jogo e diz:

- Parreira, me dá uma mão aí... Ajuda a gente a se classificar.

- Tá bom, Zico. Vou escalar o time reserva, então.

- Pô, Parreira, o time reserva não!!!!!!

Escrito por Eduardo Vieira da Costa às 16h18

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Impressionante

Ronaldinho fez na tarde desta terça-feira sete gols de falta seguidos no goleiro Rogério Ceni, batendo sempre da mesma posição - um pouco para fora do bico esquerdo da grande área, olhando para o gol. Em todas colocou a bola por cima da barreira. Muitos jogadores profissionais, se bobear até alguns que estão na seleção, não conseguiriam converter em seqüência nem mesmo sete cobranças de pênalti. O problema é que até agora ele não fez isso nos jogos.

Escrito por Eduardo Vieira da Costa às 16h10

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Desperdício

A decepção do Juninho - apesar de ele ter dito que ainda não é decepção - é perfeitamente compreensível. Ele é craque e vive sua melhor fase. Aos 31 anos, essa seria sua Copa ideal. E a oportunidade está passando. Já defendi antes sua presença no time titular e continuo achando que ele teria vaga. Mas pelo jeito a frustração - dele e minha - só vai aumentar.

Escrito por Eduardo Vieira da Costa às 18h06

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Enfim sós

Nesta segunda-feira, pela primeira vez, a seleção treinou de fato sem a presença de público. No campo do SSG 09, em Bergisch Gladbach, os curiosos que sempre arrumam um jeito de acompanhar o Brasil não têm muita chance. Ao contrário do que acontecia nos treinos fechados ao público de Königstein, em que muitos viam tudo por frestas no alambrado ou do teto do colégio que ficava ao lado, agora os jogadores estão protegidos por uma barreira de árvores e um muro alto. Pouquíssimas pessoas se arriscaram a tentar ver a movimentação dos reservas nesta tarde.

Escrito por Eduardo Vieira da Costa às 17h36

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Menos mau

Não foi muita coisa, mas foi muito mais do que fez na estréia. Apesar de mais uma vez não ter jogado bem, Ronaldo deu o passe para o gol de Adriano, ouviu seu nome gritado pelos torcedores antes do início do jogo e no começo do segundo tempo e saiu aplaudido pelos torcedores brasileiros - vaiado pelos australianos - para dar lugar a Robinho.

Escrito por Eduardo Vieira da Costa às 14h35

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Apoio

Antes de o jogo começar, o atacante Ronaldo teve seu nome gritado em coro pela torcida brasileira - foi o único. Recebeu também aplausos dos companheiros em campo. Respondeu com sinais de positivo.

Escrito por Eduardo Vieira da Costa às 13h10

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Guerra psicológica

Enquanto os jogadores brasileiros, em sua maioria fãs de pagode, faziam aquecimento, os alto-falantes do estádio de Munique animaram os "aussies" com muito rock australiano. Down Under, do Men at Work, foi cantada junto pela torcida. Na seqüência, Beds Are Burning, do Midnight Oil. Mas nada se comparou ao coro de "oi, oi, oi, oi" dos torcedores na introdução de TNT, do AC/DC. De música brasileira, colocaram uma versão estilizada, e bem estranha, de Aquarela do Brasil.

Escrito por Eduardo Vieira da Costa às 12h48

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Socceroos

Os amigos Ken, Phill e Nick, de Melbourne, chegam ao estádio de Munique carregando nas costas seus cangurus.

E as torcedoras espanholas vieram dar seu apoio ao time brasileiro.

Escrito por Eduardo Vieira da Costa às 12h32

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Diferente

Se para quem está do lado de dentro o estádio de Munique é sensacional, já que a visão do campo é excelente, para quem está fora a situação não é tão boa. Pelo menos para quem está acostumado a beliscar um petisco e tomar um aperitivo. A arena fica bem distante dos estacionamentos e a torcida acaba se concentrando em uma área descampada, sem nenhuma barraquinha onde se possa comprar nada. Nem água. E sem muita sombra para se esconder do sol e do calor de 28º C. Um torcedor brasileiro, que segurava uma plaquinha em busca de ingresso, reclamava que não podia "nem tomar uma cervejinha". "Nunca vi porta de estádio assim, nem cambista estou conseguindo achar", continuou.

Algumas pessoas resolveram o problema de outra maneira. Muitos grupos viajam pela Alemanha em motorhomes - espécie de furgão trailer. Aí dá para fazer a farofa tranqüilo. O casal Vanderléia e Pedro Ezequiel, na primeira foto abaixo, se juntou a alguns amigos e armou até uma churrasqueira. A cerveja saia geladinha direto do isopor. Os amigos Rodrigo "Pouca Telha", Luciano "Tereza" e Fábio "Doença" fizeram o mesmo esquema.

Escrito por Eduardo Vieira da Costa às 12h18

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PERFIL

Eduardo Vieira da Costa Eduardo Vieira da Costa, 29, é editor de Esporte da Folha Online.

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