Blog do Eduardo Vieira da Costa
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Em casa

A família de Ronaldo quebrou o protocolo do treino deste sábado da seleção brasileira. Apesar de o técnico Carlos Alberto Parreira não gostar da presença de parentes de atletas, a mãe do jogador, Sônia, o pai, Nélio, uma irmã e um primo, além de amigos, acompanharam o treinamento.

Os momentos de descontração do jogador com a família foram gravados pela Conspiração Filmes, que que está coletando material da seleção durante a Copa.

Após o treino, todos voltaram para Munique, onde estão hospedados em uma casa. Antes de sair, Nélio, que previu que o filho fará nada menos do que oito gols no jogo de estréia, saiu-se de forma engraçada quando questionado sobre a polêmica de Ronaldo com o presidente.

- Não fiquei sabendo de nada. Lá em Munique não pega televisão do Brasil.

A foto é de Antônio Gaudério.

Escrito por Eduardo Vieira da Costa às 17h07

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Quem ganhou?

Ontem a seleção alemã estreou na Copa com uma vitória por 4 a 2, jogando em casa, salvo algum engano. Sim, para quem está na pequena Königstein, pelo menos, deu para ficar na dúvida. Nada de rojões, nada de carros buzinando, nada de gente enrolada em bandeiras, gritando e cantando pelas ruas. Tudo bem que Königstein seja uma cidade pequena, de cerca de 15 mil habitantes. Mas no Brasil uma vitória em Copa do Mundo anima até velório. Imagino como seria então se o Mundial fosse no Brasil. É claro que os alemães fizeram festa pelo país, principalmente nas cidades grandes. Mas pelo comportamento da população daqui dá para perceber que a relação do povo em geral com o futebol não é a mesma que tem o brasileiro.

Escrito por Eduardo Vieira da Costa às 07h41

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Vira o disco

Já disse que anda tocando muito por aqui a nova versão de Sergio Mendes e Black Eyed Peas para Mas que Nada. Mas nada se compara às onipresentes Dani California, dos Red Hot Chili Peppers, e Hips Don’t Lie, da Shakira com Wyclef Jean. É o tempo todo. Chega a encher o saco. Dormi esta noite com a televisão ligada na MTV. A última música que escutei foi Dani California. E a primeira, logo de manhã, também. Por causa da Copa, também toca bastante We Are The Champions, do Queen.

Escrito por Eduardo Vieira da Costa às 07h33

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Contra tudo e todos

Tudo conspira contra. E por isso mesmo o cenário me parece ideal para o Ronaldo arrebentar na Copa do Mundo. Polêmicas sobre peso, boates, febre, crise com o presidente. Mas temos que lembrar que em 2002 pouca gente além do Felipão acreditava no atacante, que tinha tudo para ser um fiasco --voltava de um longo período parado. Muitos defendiam até que ele nem fosse ao Mundial. Acabou como artilheiro, com oito gols, dois deles na final. É nisso que o Parreira acredita, que não importam as circunstâncias: na hora agá o Fenômeno vai resolver. Eu também acho.

Escrito por Eduardo Vieira da Costa às 16h12

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Febre

A seleção brasileira exerce um fascínio sobre as pessoas difícil de explicar. Por estar circulando pelo colégio Taunusgymnasium com a credencial da Fifa, fui abordado por dois garotos que quase imploraram que eu os ajudasse a entrar em um treino do time --o Brasil está usando o campo que pertence à escola. Obviamente, não pude fazer nada para ajudá-los, já que os treinamentos em Königstein são fechados ao público. Os garotos, Christoph Egenolf, 17, e Maximilian Herr, 15, pediram então que eu levasse a câmera fotográfica deles e tirasse algumas fotos dos jogadores. Educadamente, disse que também não poderia fazer isso. Ambos ficaram bastante frustrados. Não sei de que adiantaria para eles ter fotos dos jogadores em sua câmera. Eles poderiam conseguir milhares de fotos melhores na internet. Eles mesmos não souberam explicar quando perguntei. Do andar superior do colégio, os alunos conseguem, por alguns instantes --e de longe--, acompanhar o treino, como já contei aqui. Mas isso não é suficiente para eles. Os dois aguardaram até o final do treino e esperaram o ônibus da seleção passar, junto a um punhado de outras pessoas. Também não adianta muito, mas não arredaram pé. "Os vidros do ônibus são muito escuros", reclamou Cristoph. "Mesmo assim eu gostei", completou.

Escrito por Eduardo Vieira da Costa às 14h31

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Viva Mexico

Inés Sainz, apresentadora do programa Deportips, da TV Azteca, do México, acompanhou na quinta-feira o treino aberto da seleção brasileira em Offenbach, na Alemanha. Mais uma que dividiu os holofotes com os jogadores.

Clique aqui para ver uma galeria de fotos de Ines no site da TV Azteca.

Escrito por Eduardo Vieira da Costa às 09h55

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El presidente

Antes da videoconferência com Lula desta noite, a seleção brasileira teve um encontro prévio com o presidente brasileiro. O humorista Oscar Straneo, do Canal 13, da TV argentina, apareceu no treino aberto do time, em Offenbach, fantasiado como o petista e chamou a atenção de todos. Straneo, que é uruguaio, fez brincadeiras com os jornalistas, mas teve que ouvir que era um "Lula piorado".

O treino aberto, que contou com a presença de 25 mil torcedores, teve uma invasão de campo de um menino vestindo a camisa do Brasil, que abraçou Ronaldinho. Os jogadores já estão se acostumando. Em Weggis também invadiram.

Escrito por Eduardo Vieira da Costa às 13h29

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Samba-hop

Tá fazendo sucesso por aqui a nova versão de "Mas que nada" lançada no começo do ano por Sergio Mendes em seu álbum Timeless. Toca em tudo quanto é lugar. Está ali a melodia original de Jorge Benjor, mas a música, em parceria com The Black Eyed Peas, ganhou levada de hip hop.

Confira o clipe clicando aqui.

Escrito por Eduardo Vieira da Costa às 08h02

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Pedinte

Na Alemanha também existe mendicância. Esse aí da foto abaixo, que se identificou como Tibor, disse ter vindo da Eslováquia e não ter residência fixa. Aproveitou a presença de um volume maior de pessoas em Königstein por causa da seleção para tentar contar com a boa vontade de turistas e jornalistas. Descolou até uma viseira com a bandeira do Brasil.

Escrito por Eduardo Vieira da Costa às 17h07

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Mr. Parreira

Já era comum em Weggis, mas na primeira entrevista coletiva do técnico brasileiro em solo alemão, na terça-feira, em Königstein, ouviu-se muito mais vezes perguntas iniciadas com "Mr. Parreira". Com a presença maciça da imprensa internacional, Parreira está "gastando" seu inglês. Ele não usa tradutor. Responde em português, inglês e, às vezes, usa um pouquinho de espanhol. Se você nunca ouviu, clique aqui para conhecer o "parreirês" em inglês.

Escrito por Eduardo Vieira da Costa às 09h24

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Segunda musa

Depois da repórter norueguesa, que chamou a atenção em Weggis, a nova musa dos jornalistas em Königstein é a Martina Franz, da rede de TV mexicana Televisa. A simpática repórter fez questão de tirar o pesado casaco que usava e ajeitar o cabelo antes de posar para fotos. Ela integra uma das 17 equipes que a Televisa Deportes mandou à Alemanha para a Copa, segundo informou. Deve seguir o Brasil até o final da competição, se o Brasil chegar até o final. Para ela, com certeza chega. "Eles são invencíveis."

Escrito por Eduardo Vieira da Costa às 16h36

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Maradona no treino

O meia-atacante Ronaldinho recebeu um presente nesta terça antes do treino da tarde em Königstein. Um repórter do diário esportivo argentino Olé levou uma camisa da confecção do ex-craque argentino com as cores do time nacional e causou tumulto na zona mista (espaço aberto para entrevistas) para conseguir entregar o artefato, que nem autografado estava. Ronaldinho não deu muita bola para o presente. Na última vez que o Brasil jogou em Buenos Aires, Maradona visitou o hotel da seleção e ganhou uma camisa oficial assinada pelo craque brasileiro --um diz ser fã do outro. Segundo o repórter Antonio Serpa, Maradona prometeu passar pela concentração do Brasil na Alemanha.

Escrito por Eduardo Vieira da Costa às 16h35

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Com público

Se os idosos de Königstein já se incomodam com a confusão trazida pela seleção brasileira ao local, os jovens festejam o agito incomum à pacata cidade de 15 mil habitantes. Mais excitados ainda ficaram os alunos da escola pública Taunusgymnasium, em cujas dependências fica o campo de treinamento do Brasil.

Devido à presença do time, os estudantes não terão aula durante toda essa semana. Além de comemorar a folga, eles terão o privilégio de serem os únicos a poder ver de perto os treinos, já que as sessões são fechadas ao público.

Os estudantes não podem ficar nas arquibancadas do pequeno estádio, batizado de Arena Zagallo, mas a visão do piso superior da escola é muito boa.

Mais sortudas ainda foram Swenja Berger, 18, e Saskia Pehlemann, 17, que nesta manhã puderam ficar junto à imprensa, mais perto dos astros, por terem sido escolhidas para representar os alunos.

"É incrível. É a primeira vez que temos uma chance dessa. Todo mundo aqui só fala disso", disse Swenja, que comprou camisas do Brasil e até um brinco com a bandeira brasileira para a ocasião.

Saskia disse ter pago 65 euros por uma camisa. "Quero dá-la autografada para meu namorado."

De acordo com a diretora do colégio, Roswitha Stengl-Jörns, os 950 alunos serão divididos em dois grupos durante a semana. A cada dia, metade sai para fazer excursões pela região enquanto os outros participação de palestras no colégio sobre o Brasil, sobre futebol e sobre cultura --e aproveitam para se revezar na varanda e ver o treino da seleção.

Segundo a polícia, no entanto, os alunos serão impedidos de assistir ao treino caso o técnico Carlos Alberto Parreira faça um pedido.

Escrito por Eduardo Vieira da Costa às 07h13

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Sons da Copa

A cerca de 20 km de Königstein, onde a seleção brasileira está concentrada na Alemanha, Frankfurt também vive clima de Copa do Mundo, mas sem grandes referências à seleção brasileira. Logo na saída do aeroporto, um grupo de garotos batia bola na manhã desta segunda-feira numa calçada. Outdoors em toda a parte lembram o Mundial, que começa em quatro dias. Diferentemente do que aconteceu em Weggis, na Suíça, e do que está acontecendo em Königstein, o Brasil não é a única vedete em Frankfurt, quinta maior cidade alemã, com cerca de 5 milhões de habitantes. Pela primeira fase, jogaram ali times como Argentina, Holanda, Portugal e Inglaterra. Apesar de ter escolhido a região para se concentrar, a seleção brasileira joga na primeira fase em Berlim, Munique e Dortmund. Mas pelo menos uma coisa lembrou o Brasil no caminho de Frankfurt a Königstein nesta manhã. Ao ligar o rádio, logo de cara, ouço Lambada, do famigerado grupo Kaoma. Não lembra? É aquela do "chorando se foi quem um dia só me fez chorar". Podia ser pior. Podia ser Scorpions.

Escrito por Eduardo Vieira da Costa às 19h49

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Clássico

Corinthians e São Paulo estiveram representados no estádio de Genebra neste domingo, no amistoso da seleção contra a Nova Zelândia. Espalhados ao redor da arena, outdoors das Nações Unidas usaram imagens com montagens das torcidas dos dois times. Na do São Paulo, trocaram a frase em uma faixa por dizeres em francês em prol dos direitos humanos. Na do Corinthians, a torcida está levantando um bandeirão da entidade. Pouca gente percebeu.

Escrito por Eduardo Vieira da Costa às 13h34

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Jogo de Copa

Para quem não está na Copa do Mundo, amistoso vale título. É assim que pensam esses três amigos neo-zelandeses, que moram em Londres e vieram a Genebra só ver o jogo de seu país contra a seleção brasileira --gastando pelo menos 2.000 libras cada um.

Os três com copos de cerveja na mão, apresentaram-se como Dom (The Bull) O’Sullivan, Ryan (The Ginga Ninja) Lange e Tim (Mr.) Anderson.

- Se a Nova Zelândia ganhar eu entro em campo correndo pelado - disse Mr. Anderson, que afirmou ainda que pelo menos 5.000 neo-zelandeses viriam de Londres.

Falando sobre as reais chances de o time da Oceania vencer, Mr. Anderson mudou o discurso.

- Se fizermos um gol vai ser sensacional. Acho que vai ser 5 a 1 para o Brasil.

A Nova Zelândia não está na Copa, mas sua vizinha Austrália, sim. Isso porém não anima os arqui-rivais.

- A Austrália é uma m... - decretou The Ginga Ninja.

Calor

Depois das baixas temperaturas, a seleção brasileira pegou um dia de sol neste domingo em Genebra. O calor animou também a torcida, que esgotou os 30 mil ingressos e fez muita festa dentro e fora do estádio de Genebra. No início do jogo, o termômetro apontava 20º C. Bem melhor que os 6º C do jogo contra o Lucerna, na Basiléia.

 

Ó, pá

Depois das do Brasil, as camisas e bandeiras de Portugal eram as mais vistas no estádio, rivalizando com as da Nova Zelândia. A colônia portuguesa na Suíça é grande. Manuel Silva, da foto abaixo, nasceu em Portugal e vive na Suíça há 25 anos. É casado com a brasileira Iracema Silva. Resolveu assistir ao jogo com a camisa de Portugal, mas enrolado em uma bandeira do Brasil.

Escrito por Eduardo Vieira da Costa às 12h48

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Hermana

Logo depois do primeiro "s’il vous plaît" com sotaque, a simpática recepcionista do hotel em Genebra responde em um português perfeito. É brasileira, suponho. Ou portuguesa, já que a colônia lusitana é grande na Suíça. Mas o sotaque não é português. Parece do Brasil. Josefina então surpreende ao revelar de onde vem.

- Sou de Buenos Aires.

O português, por incrível que pareça, ela aprendeu na Suíça mesmo.

- Tive um namorado brasileiro. Fora isso, está cheio de gente que fala português por aqui.

Josefina é fanática por futebol. Ela lembra que, no ano passado, a Argentina jogou contra a Inglaterra em Genebra e perdeu por 3 a 2, de virada.

- Quando tem jogo da Argentina eu nem venho trabalhar. Ninguém aqui entende.

Sobre a seleção brasileira, Josefina não demonstra o mesmo otimismo que a maioria dos fãs.

- É um time para chegar às semifinais com certeza. Para final eu não sei.

Escrito por Eduardo Vieira da Costa às 08h29

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PERFIL

Eduardo Vieira da Costa Eduardo Vieira da Costa, 29, é editor de Esporte da Folha Online.

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