Blog do Eduardo Vieira da Costa
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Triste fim

"Olê, Zinedine Zidane, olê, Zinedine Zidane." "La mama di Zidane è una p..., la mama di Zidane è una p..."

De um lado da torcida ou do outro, o meia francês foi sempre o mais lembrado neste domingo, no estádio Olímpico de Berlim, na final da Copa do Mundo da Alemanha. A partir de agora, vai ser uma ótima recordação para os italianos. Astro maior da partida, ele acabou transformando-se em anti-herói.

Apesar de a vitória italiana nos pênaltis, por 5 a 3, após empate por 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação, ter tido pouca relação com sua expulsão --na verdade, nunca se sabe--, Zidane vai ser lembrado para sempre como um dos responsáveis pelo fracasso.

Aos 34 anos, o meia tinha na partida a chance ideal para uma aposentadoria gloriosa, oportunidade que a maior parte dos grandes craques da história não tiveram.

Marcou o gol da França, aos 7min, transformando em lance de efeito uma cobrança de pênalti. Mas uma agressão a Materazzi, autor do gol italiano, já no segundo tempo da prorrogação, converteu sua despedida dos sonhos em um adeus melancólico.

Zidane, que havia acabado de se tonar o quarto homem na história a marcar gols em duas finais de Mundiais --os outros são Pelé, Vavá e Breitner--, deu uma cabeçada proposital no peito do adversário. Com justiça, levou o cartão vermelho do juiz argentino Horacio Elizondo. E antecipou sua aposentadoria, aos 34 anos.

Apesar de ter deixado seu time com um a menos nos dez minutos finais da prorrogação, a França conseguiu segurar o empate até o fim. O estádio, lotado com 69 mil torcedores, passou a vaiar todas as ações da Itália após a expulsão, provavelmente por desconhecer o motivo da expulsão do francês. Nos pênaltis, a mesma coisa --com exceção da torcida italiana, é claro.

De nada adiantou. A Itália converteu suas cinco penalidades, e a França perdeu uma, com Trezeguet, e nem precisou bater a última.

Zidane, herói da conquista do único título mundial francês, em 1998, e maior carrasco brasileiro --o time de Parreira caiu diante da França na Copa da Alemanha, nas quartas--, terá de amargar um final de carreira triste. Ele próprio não deve ter consciência, por enquanto, da besteira que fez. Valeria a pena até rever a aposentadoria.

Escrito por Eduardo Vieira da Costa às 17h57

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Pequena fortuna

Um ingresso para assistir à final da Copa do Mundo, entre Itália e França, chegou a ser revendido por até 2.000 euros (cerca de R$ 5.600) por cambistas, neste domingo, nos arredores do estádio Olímpico de Berlim.

O preço foi revelado por um cambista que "fugiu" no meio da multidão assim que percebeu que a pergunta vinha de alguém da imprensa. O ingresso em questão era para o setor vermelho, parte nobre (central) do estádio. Bilhetes para lugares menos privilegiados estavam sendo vendidos por no mínimo 1.200 euros (cerca de R$ 3.350).

A demanda por ingressos parecia ser muito maior do que a quantidade de cambistas. Centenas de pessoas carregavam cartazes procurando entradas. Um grupo de brasileiros que tentava comprar por "no máximo 600 euros" desistiu e se dirigiu à Fan Fest, área em que as pessoas assistem ao jogo em telões.

A ação livre dos cambistas durante toda a Copa provou que o sistema de bilhetes nominais introduzido pela Fifa em tentativa de coibir negócios no mercado informal foi um fracasso. De acordo com os próprios cambistas, é impossível controlar as entradas devido ao grande número de espectadores em cada jogo.

Escrito por Eduardo Vieira da Costa às 12h11

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One nation army

Pelo menos nos arredores do estádio Olímpico de Berlim, a torcida italiana deu um baile na francesa neste domingo, antes da final da Copa do Mundo. Não que os seguidores dos "bleus" não estejam presentes em grande número, mas a farra italiana é muito maior.

Muitos torcedores usam inclusive megafones para puxar hinos e coros improvisados, a maior parte xingando os franceses e, principalmente, Zidane.

Grande parte dos coros são baseados no riff de guitarra de Seven Nation Army, do White Stripes.

Apesar das brincadeiras, os torcedores franceses levaram tudo "na boa", sem brigas - graças também ao forte policiamento.

Escrito por Eduardo Vieira da Costa às 11h47

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Secadores

A seleção francesa atraiu cerca de 300 torcedores nesta sexta-feira ao treino aberto que fez na cidade Hameln - o último treinamento da equipe antes da final da Copa do Mundo, contra a Itália, no domingo. Mas nem todos foram para dar apoio. Giuseppe Tancredi foi com a esposa, Renata, e os filhos gêmeos Gianluca e Alessandro. Tirando Renata, todos vestiam a camisa da Juventus de Turim.

- Viemos para ver o Trezeguet, o Vieira, o Thuram e, claro, o Zidane - explicou Giuseppe.

Todos os jogadores citados jogam ou jogaram pela "Vecchia Signora".

Apesar de ter nascido na Alemanha, assim como os filhos, Giuseppe não esquece as origens e diz que só torceu pela Itália na Copa. Contou inclusive que os meninos, de oito anos, tiveram problemas na escola por causa disso, principalmente no confronto entre italianos e alemães das semifinais - vitória da Itália por 2 a 0.

- Existe muito preconceito na Alemanha. Chegavam em grupos contra eles e mandavam deixar o país - afirmou Giuseppe.

Curiosamente, os dois garotos agitavam bandeiras da França durante o treino. E não paravam de gritar os nomes de Zidane e Trezeguet.

Fábula

A cidade base da França durante a Copa é a mesma onde se passa a fábula do flautista de Hameln, dos irmãos Grimm - e as referências a ela estão em toda parte.

A história tem um final pra lá de trágico. A cidade estava infestada por ratos. O tal flautista se ofereceu para livrá-la deles em troca de uma recompensa, que seria paga pelos comerciantes. Com sua flauta, ele atraiu todos os ratos até um rio, onde eles morreram afogados. Mas, como não foi pago, ele voltou à cidade disfarçado e desta vez atraiu todas as crianças. Nunca mais foram vistas. A não ser duas, mas uma estava cega e a outra, muda.

Escrito por Eduardo Vieira da Costa às 18h30

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África do Sul-2010

A música tema da seleção alemã na Copa - '54, '74, '90, 2006 -, da banda Sportfreunde Stiller, já ganhou uma nova versão. Com a eliminação do time, o refrão mudou para '54, '74, '90, 2010.

Satisfeitos

Apesar de ter perdido na noite de quarta para a França, a seleção portuguesa foi longamente ovacionada pelos torcedores portugueses ao final da partida. Alguns fãs foram esperar a saída do ônibus do estádio - e não era para xingar, mas sim para tietar os jogadores. O próprio Felipão disse na entrevista coletiva que "não fica nenhuma decepção".

Escrito por Eduardo Vieira da Costa às 06h57

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Lusa

A torcida de Portugal recebeu realmente o reforço de brasileiros para o jogo desta quarta-feira, em Munique, contra a França, pelas semifinais da Copa do Mundo, conforme esperava o Felipão. Mauro Mourão, de Santos, foi ao estádio com uma camisa da Lusa e jurou de pés juntos que realmente é torcedor do clube do Canindé desde pequenininho.

- O Felipão está devendo essa pra gente - disse, referindo-se ao título brasileiro conquistado pelo Grêmio, em 1996, em cima da Portuguesa.

Seu irmão, Diogo Mourão, que mora em Portugal - são filhos de pai português -, preferiu usar a camisa do time nacional.

Só dá Felipão

Fora da Copa, arqui-rivais se uniram para torcer por Portugal. O brasileiro Felipe Rovera (no alto à direita), presidente da General Motors da Argentina, trouxe o filho, Roger, e os argentinos Frederico Lacasa, Hugo Lacasa, Jorge Sportelli e Pedro Dalmau.

- Temos que dar uma força para a o Felipão - disse Felipe.

Gaita

E a torcida francesa chegou bem animada ao estádio. Esses dois tocavam uma gaita de fole (ou algum instrumento parecido) e uma flauta (idem). Em sua marcha, pareciam estar indo para uma batalha. Logo outros torcedores franceses começaram a segui-los.

Tá ruim, mas tá bom

Apesar da eliminação dramática nas semifinais, com dois gols da Itália nos últimos minutos, os torcedores alemães também estão em grande número no estádio de Munique. Muitos com a camisa de sua seleção e até com bandeiras do país pintadas no rosto. Parecem satisfeitos.

Escrito por Eduardo Vieira da Costa às 14h41

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Só em português

A entrevista coletiva de Luiz Felipe Scolari nesta terça-feira, véspera da semifinal contra a França, seguiu o padrão das entrevistas oficiais da Fifa que o técnico da seleção portuguesa vinha fazendo: 20 minutos para perguntas dos portugueses e dez minutos para questões de repórteres de outros países, que teoricamente fariam perguntas em inglês. O problema é que nestes últimos dez minutos a imprensa estrangeira que fez perguntas foi somente a brasileira. Sem o time de Parreira na Copa, jornais rádios e TVs do Brasil agora seguem o Felipão. Os jornalistas de países de outras línguas não gostaram nada quando souberam que não teriam oportunidade de perguntar e quase saiu um quebra-pau. O clima pesou de verdade.

Durante a entrevista, no entanto, um muito bem-humorado Felipão respondeu a todas as perguntas praticamente sem dar nenhuma das tradicionais "bufadas" que dava no Brasil. Ele inclusive arrancou risos ao comentar que o futebol vai perder muito com a aposentadoria de Zidane - que comparou a Figo.

- A bola não chora quando chega ao pé dele. Quando eu jogava ela chorava - disse o ex-zagueiro.

Escrito por Eduardo Vieira da Costa às 15h09

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Amostra de simpatia

Muito se diz que o povo alemão é fechado, ranzinza, enfadado, pouco paciente e prestativo. Após mais de um mês na Alemanha, posso dizer que não tenho muito a reclamar de nada disso. Ao contrário, acho que os alemães têm tratado bem os visitantes. Sempre acontece um entrevero ou outro, mas, no geral, não vi nada de muito alarmante. A maioria das pessoas, inclusive, fala um pouco de inglês - ou se esforça bastante para isso. Nesta segunda-feira tive uma grande amostra da boa vontade de um alemão. Por um erro, eu tinha o endereço errado do hotel onde estou em Munique. Sai de Frankfurt por volta das 10h da manhã e fui guiado pelo GPS (sistema de navegação) para um local que nada tinha a ver com meu destino. Após horas de viagem de carro, acabei num vilarejo nos cafundós de sei lá aonde. O jeito foi sair à pé e pedir informações para as pessoas. Encontrei um senhor, provavelmente aposentado, descansando calmamente em frente à sua casa. Perguntei se ele falava inglês e ele disse que sim. Mostrei então o nome e o endereço do hotel que eu tinha. Ele prontamente disse que não era ali e que eu estava bem longe. Aí ele me convidou para que entrássemos em sua casa para procurar na internet. Não só achamos o endereço correto como ele inclusive fez questão de imprimir mapas para que eu não me perdesse de novo. E eu nem precisei me apresentar, dizer nome, explicar minha situação difícil, nada. Muito legal. E eu estava mesmo bem longe. Coisa de 400 km.

Escrito por Eduardo Vieira da Costa às 14h34

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Melancolia

Em meio ao clima de despedida da seleção brasileira no hotel em Frankfurt, apareceu em uma mesa esse jornal velho, já todo rasgado. É a capa de um guia especial do Financial Times para a Copa do Mundo, com data de 6 de junho de 2006. A pergunta da manchete é "Alguém pode pará-los?" e a foto é de jogadores brasileiros fazendo festa.

Na madrugada deste domingo, voltando do estádio para o hotel, não se via nenhum brasileiro pelas ruas de Frankfurt. Em uma "kebaberia", já com o dia quase amanhecendo, o torcedor Alexandre Peregrino, que viu o jogo de um telão, bebia sozinho uma cerveja. "Todo mundo desanimou", explicou o publicitário, cujos amigos preferiram dormir a assistir à festa francesa.

Escrito por Eduardo Vieira da Costa às 14h06

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Liberté, Egalité, Jules Rimet

Não dá para dizer muita coisa da seleção brasileira a não ser que foi uma lástima. Foi uma derrota mais do que merecida. Ninguém no time jogou bem. Talvez o Dida e os zagueiros, mas não muito bem.

Foi muito triste ver no estádio o time afinar diante dos franceses. Zidane distribuiu chapéus. O Brasil reabilitou o Zidane. Fazia tempo que ele não jogava assim.

Agora vão aparecer um milhão de explicações para a derrota. Começando pelo oba-oba da preparação em Weggis e passando, necessariamente, pelas idiossincrasias do Parreira e pela apatia de alguns atletas.

E olha que a geração atual de jogadores chegou a ser comparada às das Copas de 1970 e 1982.

O pior de tudo é que o Brasil virou grande freguês da França. Já são três reveses seguidos em Copa. Antes, perdeu na final de 1998 e nas quartas-de-final de 1986 (nos pênaltis).

Nos vestiários do estádio de Frankfurt, a festa francesa foi muito animada. Os jogadores urravam e esmurravam as paredes.

A festa continuou no ônibus dos jogadores, que leva a inscrição "Liberté, Egalité, Jules Rimet".

Para o Brasil, resta esperar por 2010. Até lá, a tal geração comparada ao time do tri já deverá estar bem renovada. Assim espero.

Escrito por Eduardo Vieira da Costa às 21h58

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Rivalidade

Ao contrário do que aconteceu em outros jogos da seleção, as torcidas mostraram rivalidade real neste sábado nos arredores do estádio de Frankfurt. Não chegou a haver hostilidade, mas as provocações foram muitas.

A maior parte dos franceses não perdeu a oportunidade de lembrar a final de 1998. Quando encontravam grupos de brasileiros, faziam sinal de "três" com os dedos, em referência aos 3 a 0 daquela partida.

Os brasileiros respondiam com gritos de guerras recheados de palavrões. Entre as coisas mais leves, chamavam os franceses de "fedidos".

Não deixaram passar em branco também a derrota da Argentina para a Alemanha.

E essa francesa levou até um galo, símbolo do país, para o estádio.

Bate bola

Horas antes do início do jogo, bombeiros e paramédicos aproveitaram para fazer um rachão em um campinho ao lado do estádio.

Escrito por Eduardo Vieira da Costa às 14h31

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Faltou estrutura

O centro de imprensa do estádio de Frankfurt não tem a menor condição de atender à demanda de jornalistas para o jogo entre França e Brasil. Grande parte tem que trabalhar sentada no chão - e até no chão as "vagas" estão disputadas. Um caos.

Escrito por Eduardo Vieira da Costa às 14h13

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Sílvio Santos vem aí

O clima no hotel da seleção brasileira, em Frankfurt, neste sábado, era de festa total nesta manhã. Como não está fechado para o time, como aconteceu em outros lugares, o local ficou apinhado de gente tanto do lado de dentro, no lobby, como fora. O auge da farra aconteceu quando apareceu por ali o apresentador e empresário Sílvio Santos, que tem acompanhado a Copa na Alemanha. Cerca de 20 fãs o cercaram e puxaram o tradicional tema de abertura de seu programa dominical (Silvio Santos vem aí, lá-lá-lá-lá-lá-lá). Animado, Silvio cantou junto. Até funcionários da Globo se divertiram. Os jogadores, no entanto, não têm contato com todo o oba-boa - ficam em um andar reservado.

Do lado de fora, torcedores faziam coro de "ô, ô, ô, o Zidane aposentou" e "au revoir, Zidane" (em ritmo de Go West).

Sobre o post abaixo, talvez o jornalista francês tenha que começar a se preocupar um pouco mais. Segundo adiantou a Folha de S.Paulo neste sábado, Juninho vai entrar no lugar de Adriano e Ronaldinho passará a jogar mais adiantado - como faz no Barcelona. Gilberto Silva também entra, no lugar de Emerson.

Escrito por Eduardo Vieira da Costa às 12h08

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Breve conversa com jornalista francês

Benoit Siohan, do jornal francês Le Télégramme, que acompanhou o treino desta sexta-feira da seleção brasileira, me pergunta qual o time do Brasil que deve sair jogando neste sábado, contra seu país, pelas quartas-de-final. Respondo que deve ser o mesmo que iniciou o jogo contra Gana, com talvez a entrada de Gilberto Silva no lugar de Emerson.

- Que bom para a França - respondeu o amigo.

O time brasileiro está mesmo sem moral.

Escrito por Eduardo Vieira da Costa às 15h33

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Nada a declarar

Periodicamente, os jogadores da seleção brasileira atendem à imprensa no hotel onde estão concentrados. Essas entrevistas coletivas são chamadas de "janelas". Normalmente, cinco ou seis atletas ficam à disposição dos jornalistas. Nesta manhã, no Castelo Lerbach, ocorreu uma dessas janelas. Logo que os repórteres entraram no jardim do hotel, no exato local onde os jogadores concedem as entrevistas, cinco patos "aguardavam" tranqüilamente. Nenhum deles aceitou falar - e não foi por falta de tentativas.

Escrito por Eduardo Vieira da Costa às 12h39

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Escondido

A maior parte dos táxis que peguei na Alemanha têm um taxímetro normal, como esse da foto acima. Aí outro dia calhou de eu pegar um táxi que era um carro de luxo. Reparei que não havia taxímetro e perguntei ao motorista. Olha só onde é marcado o valor da corrida. Quando display não está acionado, é um retrovisor normal. Moderno, não?

Escrito por Eduardo Vieira da Costa às 17h52

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Preocupante

Antes do jogo, o Parreira havia dito que não se preocupava com espetáculo, que a palavra show não se aplica ao futebol. Foi exatamente o que se viu na vitória por 3 a 0 sobre Gana. Eficiência, mas sem futebol bonito. Em 1994, também com Parreira, foram sete jogos assim. Já foram quatro agora, e duvido muito que as coisas vão mudar daqui por diante. Se o Brasil vencer a Copa, vai ser com o futebol "a la Parreira". Mas...

...mas a França acaba de se classificar e vai pegar a seleção brasileira nas quartas. Nos dois últimos encontros em Copas, o Brasil "afinou" diante dos franceses. Em 1998, sofreu a histórica derrota por 3 a 0 na final. Em 1986, caiu nos pênaltis, nas quartas-de-final. A única vitória do Brasil contra os "bleus" em Mundiais foi a de 1958, por 5 a 2.

Torcida reforçada

No centro de imprensa do estádio de Dortmund, jornalistas espanhóis que acompanharam a derrota de seu time para a França cantaram após a partida:

- Eu sou brasileiro, com  muito orgulho, com muito amoooor!

Escrito por Eduardo Vieira da Costa às 18h05

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Magro?

Após o gol de Ronaldo, que abriu o placar contra Gana, a torcida brasileira grita no estádio de Dortmund o coro que já havia sido lançado contra o Japão, quando o atacante marcou dois gols:

- Ih, f...., o Ronaldo emagreceu!

Com mais esse, ele se isolou hoje como o maior artilheiro da história das Copas, agora com 15, deixando para trás o alemão Gerd Müller.

Escrito por Eduardo Vieira da Costa às 12h13

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Torcida de aluguel

Pela primeira vez a torcida brasileira deverá ser maioria nesta terça-feira em um jogo da Copa do Mundo-2006. Na porta do estádio de Dortmund, é muito difícil ver pessoas com a camisa da seleção de Gana, enquanto os brasileiros estão espalhados por toda a parte. Contra Croácia, Austrália e Japão, o estádio ou ficou dividido ou a torcida do Brasil era menor.

As poucas pessoas que usam as cores do país africano são, em sua maioria, alemães - ou pessoas de outros países europeus. Como o casal da foto acima. Sven Drechsel e Christine Köhler decidiram torcer para os ganenses justamente porque acharam que eles estavam em minoria. Sem dispensar, é claro, a camisa da seleção alemã.

- Só tem brasileiro por aqui. Decidimos dar uma força para Gana - disse Christine.

- Mas o Brasil deve ganhar. Vai ser bom porque aí podemos ter uma final entre Alemanha e Brasil - emendou Sven.

Heiko Stimpert, abaixo à direita, andava pela rua com a camisa de Michael Ballack e uma bandeira de Gana por cima.

- Eu queria mesmo era ver hoje Brasil x Itália. Ia torcer pelos brasileiros. Mas já que é contra Gana, preferi comprar uma bandeira deles.

Os amigos Bruno Trümper, alemão, e Toku-Pollmeier Jose, ganense, vieram juntos de Colônia, onde moram, para ver o jogo.

- Será uma luta de Davi contra Golias - disse Jose, que disse esperar pelo menos 2.000 torcedores de Gana.

- Eu prefiro Davi ao Golias - brincou Bruno, que disse ainda que o amigo nem dormiu nesta noite pensando no jogo.

Pânico

Enquanto informava à reportagem que não havia ocorrido nenhuma prisão ao redor do estádio até aquele momento, a simpática policial Ute Hellmann pergunta:

- Você conhece o pessoal do programa Pânco [na TV, da RedeTV]? Disseram para a gente tomar cuidado com eles por aqui.

E aí toca o clelular da policial. O interessante é que o toque era uma sirene de polícia.

Escrito por Eduardo Vieira da Costa às 10h47

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Caiu a máscara

Esse sujeito está imitando quem? Não parece muito, mas é o Maradona. O humorista Fernando Ramirez, de uma TV argentina, veio ao treino da seleção nesta segunda-feira fantasiado como o ex-craque, mas acabou barrado pelos seguranças do estádio onde o Brasil treina. Motivo: a foto da credencial não batia com sua aparência. O único jeito de entrar foi tirar a peruca e parte da maquiagem.

Escrito por Eduardo Vieira da Costa às 12h57

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Portugal gaúcho

O Felipão havia prometido ficar entre os oito primeiros com Portugal. Promessa cumprida. Não dá para negar que ele é um técnico copeiro. Agora, ele já acumula 11 vitórias seguidas em Copas do Mundo - desde a estréia com o Brasil em 2002. É difícil tentar mensurar o mérito do técnico na vitória por 1 a 0 sobre a Holanda, mas o jogo teve toda a cara dele. Muito pegado, com quatro expulsões, nervosismo. Talvez o mais emocionante do Mundial. Só que agora o time perdeu seu melhor jogador, Deco, para o confronto com a Inglaterra. Vai precisar mais do que nunca do estilo Felipão. Na Eurocopa-2004 deu certo e os comandados de Scolari passaram pelo ingleses nos pênaltis, também nas quartas-de-final.

Escrito por Eduardo Vieira da Costa às 18h19

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Cenas que você não vai ver na Copa

Depois de marcar dois gols contra o Japão de maneiras que fogem ao seu repertório habitual - um de cabeça e um chutando de longe -, Ronaldo revelou neste domingo que gostaria de balançar as redes de forma ainda mais rara.

- Meu sonho é fazer um gol de bicicleta.

Em seguida, o próprio jogador descartou a possibilidade.

- Mas isso é quase impossível, mesmo porque eu não tento. Ainda mais em uma Copa do Mundo.

Escrito por Eduardo Vieira da Costa às 15h23

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Não, não, não

Questionado sobre se Robinho já está fora do jogo contra Gana, pelas oitavas-de-final, por causa do problema muscular que teve neste sábado, o médico José Luís Runco soltou uma das maiores seqüências de "nãos" já vistas em uma coletiva. Eu acho que são 12. Clique aqui e veja se você consegue contar.

Escrito por Eduardo Vieira da Costa às 17h02

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Churrasqueiro todos as seixta-feiras

O hotel onde a equipe da Folha está hospedada em Leverkusen resolveu promover churrascos para os hospedes todas as sexta-feiras. Inclusive distribuiu folhetos em português chamando para os eventos. O detalhe são os erros, que tornaram o convite hilário - para não dizer patético. Destaque para o "cerveja do chope". O preço é de módicos 22 euros (cerca de R$ 62).

Escrito por Eduardo Vieira da Costa às 10h11

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Vizinhos

Ao lado do portão que dá acesso ao Castelo Lerbach, onde a seleção brasileira está concentrada, existe um outro portão, de uma garagem. É uma casa comum. Como esta sexta-feira foi dia de folga do time, dezenas de jornalistas - e alguns fãs - deram plantão por ali, esperando a volta dos jogadores. Em meio aos carrões que chegavam trazendo os atletas, apareceu a certa altura um Fiesta branco, daquele modelo mais antigo, quadrado. Era o dono da tal casa. A primeira reação dos fotógrafos e repórteres foi procurar ver quem era, mas o senhor que dirigia logo meteu a mão na buzina e passou por todos, irritado e olhando feio. Segundo colegas da imprensa, já virou tradição. No ano passado, na Copa das Confederações, ele também se indispôs com jornalistas que deram plantão no local. Ele não sabe, mas 100% dos repórteres que estavam ali, se pudessem, não estariam.

Escrito por Eduardo Vieira da Costa às 18h39

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Superação

Ronaldo foi a notícia principal quase todos os dias desde que a seleção brasileira começou a preparação para a Copa, na Suíça, há mais de um mês. Nem Ronaldinho, o mais assediado pela imprensa nacional e mundial, deu tanta notícia como ele. Mas acho que nesta sexta-feira, pela primeira vez, o atacante está nas manchetes por um motivo positivo. Depois de problemas como bolhas, febres, más atuações, polêmicas sobre peso e flagras em boates, o jogador se redimiu na noite de quinta-feira. Pode até não ter sido uma atuação de gala, nem a sua melhor com a camisa da seleção, mas os dois gols na vitória por 4 a 1 sobre o Japão garantiram a Ronaldo um lugar ainda mais destacado na história do futebol. Ele passou a ser simplesmente o maior goleador de todas as Copas, ao lado Gerd Müller. Não é pouco. Nos últimos 32 anos, ninguém havia conseguido alcançar o alemão. E mais: deixou para trás ninguém menos que Pelé (12 gols), que viu o compatriota conseguir o feito ontem no estádio de Dortmund, e o francês Just Fontaine (13). Ele é mesmo o atacante da superação.

Escrito por Eduardo Vieira da Costa às 08h25

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Samurai Blue

Mesmo com a derrota, a torcida do Japão deu show no estádio. Cantaram o tempo todo, sem parar. Eles são alucinados por futebol, por sua seleção e pela seleção brasileira também. Fizeram muita farra do lado de fora do estádio, mas a seu estilo - sem barulho, gritaria, batucada. O mais legal são as fantasias e pinturas. Estava cheio de japonês de samurai, de ninja e até de gueixa.

Alguns até dividiram a camisa: metade do Brasil, metade do Japão. O legal também é que as torcidas se misturaram num clima sem muita rivalidade. Abaixo à direita, Rodrigo Basso, que foi sozinho ao estádio, com um "amigo" japonês.

Escrito por Eduardo Vieira da Costa às 19h33

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Ninguém é de ferro

A febre da Copa do Mundo afeta até monges. Na Tailândia, alguns deles têm falhado em cumprir suas obrigações religiosas pela manhã porque ficam acordados até muito tarde para assistir aos jogos, segundo o jornal britânico "Daily Mirror".

Escrito por Eduardo Vieira da Costa às 07h36

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Prévia

Os programas de TV alemães parecem ser, em geral, uma porcaria. Nesta noite estava vendo um de humor e brincadeiras sobre a Copa do Mundo. Essa aí da foto me lembrou coisa do Luciano Huck ou Gilberto Barros. Quatro caras de olhos vendados disputam uma partida de futebol, orientados por beldades que dão ordens em um microfone. A partida era uma prévia de Brasil x Japão. Pelo menos deu Brasil, e de lavada - 4 a 0.

Detalhe: colocaram uma almofada na barriga do jogador de linha do Brasil para simular que estava barrigudo.

Escrito por Eduardo Vieira da Costa às 07h15

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Será?

A Espanha será campeã da Copa do Mundo da Alemanha-2006, de acordo com Nostradamus (1503-1566). Segundo o jornal espanhol "20 Minutos", uma interpretação de um dos supostos textos do profeta está rodando pela internet e coloca os comandados de Luis Aragonés como vencedores do Mundial.

Segue a integra do texto: "Quando o sexto mês de 2006 acabar, o rei da Espanha cruzará os Pirineus com seu exército. As legiões de Belzebu aguardarão a batalha em planícies do centro da Europa. A destruição e a derrota cairão sobre os malvados. O Santo Graal voltará, com o rei triunfante, à Espanha."

Escrito por Eduardo Vieira da Costa às 10h41

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Eduardo Vieira da Costa Eduardo Vieira da Costa, 29, é editor de Esporte da Folha Online.

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